ARQUITETURA E DESIGN BIOFÍLICO
Arquitetura e design biofílico: reconectando pessoas e natureza
Em meio à rotina acelerada das cidades, a arquitetura biofílica surge como uma forma de reconectar o ser humano à natureza através dos espaços construídos.
No projeto acima, da Cliente ABB, foi solicitado no Briefing, um ambiente com total integração da natureza, muita calmaria e suavidade, aplicamos portanto o Conceito Biofílico.
Dentre opções e escolhas, optamos por um painel ripado em nogueira de onde surgem as vegetações, pairando como um jardim vertical, colocamos alguns vasos fixados neste painel e dentre as espécies utilizamos Costela-de-adão por ter folhas grandes recortadas deixando no painel um quadro decorativo. Pacová com folhas largas e tropicais próximas ao sofá e ao jardim vertical (espécie que não precisa de tanta água, apenas a cada 15 dias a rega). Samambaias não podem faltar, são as espécies pendentes no jardim vertical. Palmeira-ráfis e Ficus lyrata, as plantas de maior porte no canto da sala, espécies muito utilizadas em interiores. Colocamos também Jiboia , vegetação pendente em prateleiras e no painel verde o Filodendro, gosto muito de utliza-lo em jardins verticais internos.
Um perfil de led próximo ao forro, pontos de iluminação 2500 k, muito suave, trazendo mais aconchego ao espaço, a luminaria principal escolhida um pendente em fibra natural.
Para as mobílias, o sofá em cru, off white, deixa o espaço ainda mais elegante, escolhi um que tem um pufe quadrado retrátil podendo ser movimentado. As poltronas em madeira, com encosto em palhinha e assento em tecidos naturais ficaram lindas na composição, sobre o piso em porcelanato cement em tom fosco, um tapete em fibra de sisal trouxe o toque rustico e natural, junto com a mesa de centro em madeira organica.
Projeto de Interiores Lay out, Cliente ABB, Arq. Marcilene Iervolino (2025)Mais do que utilizar plantas na decoração, o design biofílico busca criar ambientes que despertem bem-estar, conforto sensorial e equilíbrio físico e emocional. A presença da luz natural, da ventilação, da água, das texturas orgânicas e da vegetação transforma a maneira como vivenciamos os espaços.
Na arquitetura, essa conexão pode aparecer em jardins internos, pátios, aberturas amplas, materiais naturais, integração entre interior e exterior e soluções que favorecem a percepção da natureza no cotidiano. Neste living elaborado para a Cliente ABB, a paleta favoreceu e o verde pontuou as escolhas, criando um destaque perfeito ao lugar.
Entre as principais estratégias utilizadas no design biofílico estão:
- valorização da iluminação e ventilação natural;
- criação de correntes de ar, com ventilação cruzada;
- criação de espaços com visualização para áreas verdes e promove-las;
- utilização de materiais naturais como madeira, pedra, fibras e tecidos orgânicos;
- inserção de jardins verticais e vegetação interna;
- uso de formas orgânicas inspiradas na natureza;
- presença de água em espelhos d’água, fontes ou elementos sensoriais;
- integração entre espaços internos e externos;
- valorização de experiências sensoriais através de luz, textura, som e aroma.
Esses elementos ajudam a reduzir o estresse, aumentar a sensação de acolhimento e melhorar a qualidade dos ambientes, tanto em espaços residenciais quanto corporativos, comerciais e institucionais.
O design biofílico parte da ideia de que os ambientes influenciam diretamente nossas emoções, produtividade e qualidade de vida. Espaços mais humanos e sensoriais tendem a promover acolhimento, tranquilidade e pertencimento.
Mais do que uma tendência estética, a biofilia representa uma nova forma de pensar a arquitetura: mais sensível, sustentável e conectada às necessidades humanas.
Arquitetura também é sentir.
Marcilene Iervolino é Arquiteta e Urbanista, Doutoranda Arquitetura FAU USP, Mestre em Políticas Públicas, MBA em Neurociencia aplicada á arquitetura, Especialista em Arquitetura de Interiores, Especialista em Meio Ambiente, Especialista em História do Brasil (UEVA), Docente de Arquitetura e Urbanismo





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