sexta-feira, 6 de abril de 2018

ROTEIRO PROJETO ARQUITETONICO

E  TRECHO  DA MINHA APOSTILA: 
 Projeto
Arquitetônico 
 
(Prof. Arq. Marcilene R. S. Iervolino) 
A palavra PROJETO, que significa genericamente intento, desígnio, empreendimento, etc., configura em sua amplitude técnica um conjunto de ações pré‐estabelecidas, definidas e quantificadas em suas metas. Embora este sentido se aplique a diversos campos de atividade, em cada um deles o Projeto se materializa de forma específica para atender às suas finalidades.
A finalidades principal do PROJETO ARQUITETÔNICO é a execução‐ construção de obra idealizada pelo Arquiteto e ou Projetista. Essa obra deverá atender às solicitações do meio em que o Arquiteto ou tecnico atua e responder às necessidades do SOLICITANTE do Projeto.
As necessidades do solicitante se exprimem através do PROGRAMA, o qual dentro de objetivos, prazos e recursos, define metodicamente o objeto do Projeto Arquitetônico quanto a sua função, atividades que deverá envolver, dimensionamento e padrões de qualidade. Esse Programa deve preceder o início do Projeto, podendo entretanto ser complementado durante o desenvolvimento do mesmo.
Projeto Arquitetônico compreende as fases de

ESTUDO PRELIMINAR
ANTEPROJETO e
PROJETO DE EXECUÇÃO,

as quais se caracterizam como blocos sucessivos e crescentes de informações, permitindo, na conclusão de cada um deles:
 ‐ avaliar sua compatibilidade com o Programa;
‐ estimar o custo da construção a ser realizada, confrontando‐o com as previsões de investimento;
‐ providenciar, em tempo hábil, as reformulações necessárias à manutenção dos objetivos visados, evitando posteriores modificações que venham onerar o Projeto e/ou a construção;
 ‐ constituir o conjunto de Dados/Informações necessários ao subsequente desenvolvimento do trabalho.
‐ Ainda, para os casos em que a complexidade ou proporção do Projeto o identifique, inclui‐se, previamente, às fases acima mencionadas, o ESTUDO DE UTILIZAÇÃO DO TERRENO, que visa proporcionar uma verificação inicial, em nível físico‐funcional e econômico‐financeiro, da viabilidade do Programa face às possibilidades do terreno.
Na conclusão de cada fase, o Responsável técnico apresenta ao Solicitante relatórios, desenhos, etc.,
 ‐ básicos, aqueles indispensáveis à definição das proposições feitas;
 ‐ opcionais, aqueles que as completam e elucidam. Cada uma dessas fases implica na elaboração das correspondentes fases dos Estudos/Projetos Complementares.

 Concluindo o Projeto de Execução, o trabalho do Responsável técnico poderá estender‐se a outras atividades entre as quais se destacam:
 ‐ ASSISTÊNCIA À EXECUÇÃO DA OBRA, para análise e aprovação de desenhos e especificações de fabricantes, esclarecimentos relativos a eventuais dúvidas quanto à interpretação do Projeto Arquitetônico e para a complementação eventualmente necessária;
‐ FISCALIZAÇÃO, que consiste na inspeção detalhada da construção, visando rigoroso controle de qualidade e processos de construção, em fiel observância aos Projetos Arquitetônicos e Complementares;
‐ DIREÇÃO GERAL DA EXECUÇÃO DA OBRA, correspondendo o respectivo planejamento, coordenação, supervisão, controle e gestão financeira; esta atividade engloba o preparo das concorrências, para compras e contratações e controle de qualidade, quantidade e custos de materiais e serviços.


O presente trabalho, visando a elaboração fluente e coordenada do Projeto Arquitetônico, tem por objetivo: ‐ discriminar e definir as suas diversas fases;
‐ relacionar os Dados/Informações básicas necessários à elaboração de cada fase;
‐ discriminar e descrever os Elementos Básicos, Opcionais e Complementares
‐ fornecidos ao término de cada fase (os Elementos Complementares aqui relacionados não pretendem abranger a totalidade do escopo de cada especialidade; apenas constituem, em cada fase, o conjunto mínimo dos dados necessários a sua avaliação e ao subsequente desenvolvimento do trabalho). Não estão incluídas neste documento as atividades subsequentes ao Projeto de Execução. Atividades dessa ordem implicam em procedimentos específicos, diversos daqueles do Projeto, e são sujeitas a extensas variações de conteúdo e responsabilidade. Por essa razão, não são aqui detalhadas.


ROTEIRO MINUCIOSO
 1. Estudo de Utilização Estudo de Utilização constitui a investigação inicial das potencialidades do terreno, com vistas ao atendimento do Programa. De existência eventual, é necessário quando se pretende determinar, previamente ao Estudo Preliminar,
 ‐ a implantação no terreno dos principais componentes do Programa,
‐ a ordem de grandeza do custo da construção,
‐ sua possível execução por etapas, facultando a verificação da viabilidade econômico‐ financeira do empreendimento.
1.1 Dados/Informações. 
1.1.1 Programa. 
A. Objetivos, prazos e recursos. 
B. Definição e descrição das áreas de atividade.
C. Superfície e pessoal por área de atividade. 
D. Fluxo e escala de proximidade. 
E. Conceituação preliminar de padrões de construção, acabamentos, instalações e equipamentos. O programa deve ser realizado de acordo com as informações passadas pelo Solicitante do Projeto. Os quais normalmente sao famílias, comercio, construtoras, empresas, e diversos setores.
1.1.2 Terreno. 
A. Levantamento topográfico/cadastral. 
Com indicação dos principais acidentes ‐ rochas, cursos d’água, etc., 
‐ e locação, especificação de árvores e massas arbustivas. 
B. Mecânica de solo. Informações gerais sobre suas características, para efeito de fundações e drenagem. 
C. Fotos. 
1.1.3 Meio ambiente (informações gerais).
A. Temperatura e umidade relativa. 
B. Precipitação. 
C. Insolação. 
D. Regime de ventos. 
E. Regime de marés (para terrenos a beira‐mar). 
F. Poluição e ruídos.
1.1.4 Urbanística local/ Zoneamento
A. Informações gerais sobre a área urbana, quanto a: 
‐ usos,
‐ ocupação,
‐ infra‐estrutura,
‐ tendências de desenvolvimento (espontâneo e planejado).
B. Condições de tráfego: ‐ vias públicas (existentes e planejadas ‐ capacidade) fluxos e tendências de modificação;
‐ estacionamentos. 
C. Legislação pertinente: ‐ restrições de usos no local;
‐ taxas de ocupação e coeficientes de utilização;
‐ gabaritos;
‐ alinhamentos, recuos e afastamentos;
‐ exigências relativas aos tipos específicos da edificação. 
1.2 Elementos básicos.
1.2.1 Relatório. Descreve e avalia a proposição apresentada, relacionando com os Dados/Informações. 
1.2.2 Planta de situação. Indica o terreno, seus principais acessos e orientação, e a implantação dos principais blocos e demais elementos construtivos. 
1.2.3 Plantas e/ou cortes esquemáticos. Necessários conforme o caso, localizam e inter‐relacionam as principais áreas de atividade.
 1.3 Elementos opcionais.
1.3.1 Perspectivas.
1.3.2 Maquete de massas. 
1.4 Estudos complementares.
1.4.1 Relatórios de sistemas estruturais/de instalações. Analisam a solução proposta, com relação aos Dados/Informações, visando a determinação das diretrizes para desenvolvimento das fases subsequentes de trabalho.
 1.4.2 Estimativa de custos. Em geral, calculada com base nos custos correntes do metro quadrado de construção, observando os padrões de acabamento e instalações da construção proposta.
 1.4.3 Estudo de viabilidade econômico‐financeira.
1. Estudo Preliminar. Estudo Preliminar constitui a configuração inicial da construção proposta, atendendo as principais exigências exigidas e contidas no Programa. O Estudo Preliminar deve ser apresentado em nível suficiente de informação para permitir a aprovação pelo solicitante da solução proposta.
 2.1 Dados/Informações. Compreendem os mesmos elementos relacionados no item 1.1 do Estudo de Utilização do Terreno. Quando este preceder o Estudo Preliminar, acrescenta‐se aos elementos acima referidos o Estudo de Utilização aprovado pelo Solicitante.
2.2 Elementos básicos. 
2.2.1 Relatório (desnecessário, quando esta etapa é precedida pelo Estudo de Utilização do Terreno). Descreve e avalia a proposição apresentada, relacionando com os Dados/Informações. 
2.2.2 Planta de situação. Indica o terreno, seus principais acessos e orientação, e a implantação dos principais blocos e demais elementos construtivos. Refere a área de ocupação de cada bloco e suas áreas por pavimento e totais.
 2.2.3 Plantas e cortes gerais. Localizam e inter‐relacionam as principais áreas de atividade. 
2.2.4 Fachadas. Com indicação de seus principais elementos.
2.3 Elementos opcionais. 
2.3.1 Memorial descritivo. 
2.3.2 Relação dos principais acabamentos. 
2.3.3 Perspectivas. 
2.3.4 Maquetes de massa.
2.4 Estudos complementares. 
2.4.1 Estrutura. Relatório da proposição do sistema (inclusive das fundações).
 2.4.2 Instalações em geral. Relatório de proposição dos diversos sistemas.
 2.4.3 Paisagismo. Relatório de diretrizes.
 2.4.4 Estimativa de custos. Em geral, calculada com base nos custos correntes do metro quadrado de construção, observando os padrões de acabamento e instalações da construção proposta. 
2.4.5 Estudo de viabilidade econômico‐financeira (quando esta etapa é precedida pelo Estudo de Utilização do Terreno, o Estudo de Viabilidade feito anteriormente deve ser revisado).
3. Anteprojeto. Anteprojeto constitui a configuração definitiva da construção proposta, atendendo todas as exigências contidas no Programa e incorporando todos os Elementos Básicos e Complementares do Estudo Preliminar aprovado pelo Solicitante. O Anteprojeto deve ser apresentado em nível suficiente de informação para permitir a aprovação final do Solicitante, antes da elaboração do Projeto de Execução. 
3.1 Dados/Informações. Compreendem os mesmos elementos relacionados no item 1.1 do Estudo de Utilização do Terreno. Quando este preceder o Estudo Preliminar, acrescenta‐se aos elementos acima referidos o Estudo de Utilização aprovado pelo Solicitante.
3.2 Elementos Básicos.
 3.2.1 Planta de situação. Indica o terreno, seus principais acessos e orientação, e a implantação dos principais blocos e demais elementos construtivos. Refere a área de ocupação de cada bloco e suas áreas por pavimento e totais.
3.2.1 Planta de locação. Posiciona no terreno, com referência a um sistema de coordenadas, os blocos e demais elementos construtivos, definindo os respectivos níveis de assentamento. 
3.2.3 Plantas e cortes gerais. Representam todos os pavimentos, inclusive coberturas, e todos os compartimentos. Indicam a estrutura, alvenarias e tetos rebaixados, revestimentos de pisos, paredes, tetos e coberturas, esquadrias (com sistema de abertura), conjuntos sanitários e equipamentos que influam na essência do projeto. Referem as cotas, níveis e áreas gerais de todos os pavimentos e compartimentos, indicando as respectivas designações. Conforme a necessidade, são complementados por plantas de tetos, mostrando a relação entre os pontos de iluminação, ar condicionado, sistema de proteção contra incêndios, etc.
 3.2.4 Fachadas. Com indicação de esquadrias (com sistema de abertura) e dos principais materiais de acabamento. 
3.2.5 Quadro geral de acabamentos. Relaciona os materiais de acabamento de pisos, paredes, tetos de todos os compartimentos e demais elementos construtivos. 
3.3 Elementos opcionais. 
3.3.1 Memorial descritivo. 
3.3.2 Perspectivas. 
3.3.3 Maquete.
3.4 Anteprojetos complementares. 
3.4.1 Estrutura. 
A. Memorial. Descreve o sistema adotado (inclusive para fundações) e indica as sobrecargas previstas. 
B. Plantas e cortes diagramétricos. Indicam, por pavimento, a locação e predimensionamento de vigas e pilares. 
C. Estimativas de quantidades de concreto e armação. 
3.4.2 Instalações hidráulicas e de esgoto.
Memorial
Descreve os diversos sistemas, indicando os seguintes elementos básicos: ‐ cálculo de consumo e armazenamento;
 ‐ tipos e capacidades de bombas; 
‐ sistema de controle e aquecimento de água; 
‐ lista dos principais equipamentos. 
B. Fluxogramas das redes. 
C. Poços, passagens e locais técnicos
 ‐ posição e dimensionamento. 
3.4.3 Instalações elétricas e telefônicas. 
A. Memorial. 
Descreve os diversos sistemas, indicando os seguintes elementos básicos: 
‐ voltagem de abastecimento pela concessionária;
 ‐ voltagem e ciclagem de distribuição;
 ‐ carga total estimada; 
‐ taxas de consumo e fatores de demanda estimados.
 ‐ lista dos principais equipamentos. 
B. Diagrama unifilares das redes. 
C. Diagramas gerais de distribuição e comando de iluminamento. Com indicação dos níveis de iluminamento. 
D. Poços, passagens e locais técnicos ‐ posição e dimensionamento. 
3.4.4 Ar condicionado, ventilação e exaustão. 
A. Memorial. 
Descreve os diversos sistemas e indica os seguintes elementos básicos: 
‐ temperatura e grau de umidade previstos;
 ‐ calculo de cargas; ‐ renovação de ar prevista;
 ‐ sistemas de controle; 
‐ lista dos principais equipamentos. 
B. Diagramas das redes, com predimensionamento dos dutos, tubulações, pontos de difusão e retorno. 
C. Poços, passagens e locais técnicos
 ‐ posição e dimensionamento. 
3.4.5 Elevadores e escadas rolantes.
 A. Memorial. 
Descreve os diversos sistemas e indica os seguintes elementos básicos:
 ‐ cálculo de tráfego; 
‐ especificação das dimensões e velocidades dos equipamentos.
 B. Poços e casa de máquinas ‐ dimensionamento. 
3.4.6 Instalações especiais. 
Abrangem, entre outros, 
‐ segurança,
 ‐ proteção contra incêndios, 
‐ acústica, 
‐ sonorização,
 ‐ comunicação, 
‐ luminotécnica, 
‐ lixo (armazenagem/tratamento), etc.
 Os elementos a serem fornecidos dependem de cada caso específico; entretanto, deve sempre compreender os itens mínimos abaixo.
 A. Memorial. 
Descreve os diversos sistemas, indicando parâmetros, cálculos utilizados e especificações dos equipamentos a serem instalados. 
B. Diagramas e/ou fluxogramas das redes, quando houver. 
C. Poços, passagens e locais técnicos ‐ posição e dimensionamento. 
3.4.7. Paisagismo. 
A. Memorial. 
Sintetiza os objetivos do trabalho apresentando, indicando os seguintes elementos básicos:
 ‐ tratamento do solo; 
‐ espécies vegetais (a serem plantadas) e/ou preservação;
 ‐ acabamentos de muros, arrimos e pavimentações;
 ‐ equipamentos exteriores (piscina, quadras de esporte, espelhos d’água, bancos, etc.);
 ‐ sistemas de irrigação, 
drenagem e iluminação; 
‐ recomendações gerais. 
B. Plantas gerais (e cortes, quando necessário). Indicam a topografia final, muros e arrimos, áreas pavimentadas e de vegetação, e equipamentos exteriores. 
3.4.8 Arquitetura interior. 
A. Memorial. Sintetiza o trabalho apresentado.
 B. Plantas dos pisos e tetos (e elevações, quando necessário). Indicam a localização do equipamento fixo e móvel, e dos pontos de instalações hidráulica, elétrica e telefônica, de ar condicionado e especiais, especificando os materiais de acabamento de pisos, paredes e tetos. 
C. Perspectivas dos principais ambientes. 
D. Esquemas de cores, catálagos das principais linhas de equipamento fixo/móvel, amostras dos principais materiais de acabamento. 
3.4.9 Orçamento. Estima o custo de realização das obras projetadas, indicando as quantidades, custos unitários e custos totais de cada serviço.
4. Projeto de Execução.
 Projeto de Execução consiste no desenvolvimento e detalhamento do Anteprojeto aprovado pelo Solicitante, de modo a fornecer todas as informações arquitetônicas necessárias à construção.
 4.1 Dados/Informações.
Compreendem os mesmos elementos relacionados no item 1.1 do Estudo de Utilização do Terreno. Quando este preceder o Estudo Preliminar, acrescenta‐se aos elementos acima referidos o Estudo de Utilização aprovado pelo Solicitante. 
4.2 Elementos básicos. 
4.2.1 Planta de situação. Indica o terreno, seus principais acessos e orientação, e a implantação dos principais blocos e demais elementos construtivos. Refere a área de ocupação de cada bloco e suas áreas por pavimento e totais. 
4.2.2 Planta de locação. Posiciona no terreno, com referência a um sistema de coordenadas, os blocos e demais elementos construtivos, definindo os respectivos níveis de assentamento.
4.2.3 Plantas e cortes gerais. Representam todos os pavimentos, inclusive coberturas, e todos os compartimentos. Indicam a estrutura, alvenarias e tetos rebaixados, revestimentos de pisos, paredes, tetos e coberturas, esquadrias (com sistema de abertura), conjuntos sanitários e outros equipamentos, referindo‐se aos demais desenhos e informações pertinentes. Referem as cotas, níveis e áreas gerais de todos os pavimentos e compartimentos, indicando as respectivas designações. Conforme a necessidade, são complementados por: ‐ plantas de tetos, mostrando a relação entre os pontos de iluminação, ar condicionado, sistema de proteção contra incêndios, etc. ‐ Plantas, cortes e elevações internas dos compartimentos ou conjuntos destes, que exijam ampliações e detalhamento. 
4.2.4 Fachadas. Com indicação de esquadrias (com sistema de abertura) e dos principais materiais de acabamento. 
4.2.5 Detalhes. Desenvolvem as informações contidas nos elementos acima relacionados, de 4.2.1 a 4.2.4, complementando as informações arquitetônicas necessárias à construção. Representam e dimensionam em plantas, cortes e elevações os aspectos de funcionamento, materiais e acabamentos dos itens detalhados. Compreendem, de modo geral: ‐ escadas e rampas; ‐ esquadrias metálicas e conjuntos de vidro ou cristal temperado, normalmente representadas em esquema (os detalhes de execução são elaborados pelos fabricantes e aprovados pelo Arquiteto); ‐ portas e esquadrias de madeira, e ‐ outros detalhes (cozinhas, sanitários, lavanderias, revestimentos, impermeabilizações e pavimentações, muros, vedações, gradis, etc.).


4.2.6 Quadro geral de acabamentos. Relaciona os materiais de acabamento de pisos, paredes e tetos de todos os compartimentos e demais elementos construtivos.
 4.3 Elementos opcionais. Memorial descritivo.
4.4 Projetos complementares. 
4.4.1 Estrutura.
A. Memorial de cálculo.
B. Plantas de forma e detalhes.
C. Detalhes de armação. 
4.4.2 Instalações hidráulicas e de esgoto.
A. Memorial e especificações.
B. Fluxogramas de distribuição e coleta.
C. Plantas das redes, com localização e dimensionamento de tubulações, registros, válvulas e equipamentos.
D. Detalhes gerais.
E. Plantas e detalhes de locais técnicos. 
4.4.3 Instalações elétricas, telefônica/lógica.
A. Memorial e especificações.
B. Diagramas unifilares das redes.
C. Plantas das redes de alimentação, distribuição primária e secundária, localizando e dimensionando cabos, quadros e equipamentos.
D. Detalhes gerais.
E. Plantas e detalhes de locais técnicos. 
4.4.4 Ar condicionado, ventilação e exaustão.
Memorial e especificações
B. Fluxograma e diagramas unifilares das redes de distribuição e alimentação.
C. Plantas das redes, com localização e dimensionamento de todos os elementos componentes.
D. Detalhes gerais. 
E. Plantas e detalhes de locais técnicos. Os projetos de ar condicionado, ventilação e exaustão devem ser complementados pelos projetos hidráulicos e elétricos pertinentes. 
4.4.5 Instalações especiais. Os elementos a serem fornecidos dependem de cada caso específico, entretanto, devem compreender os itens mínimos abaixo. 
A. Memorial e especificações. 
B. Diagramas e/ou fluxogramas das redes, quando houver.
C. Plantas das redes, com localização e dimensionamento de todos os elementos componentes. 
D. Detalhes gerais. 
E. Plantas e detalhes de locais técnicos.
 4.4.6 Paisagismo.
 A. Memorial e especificações. 
B. Plantas e cortes gerais. Indicam a topografia final, muros e arrimos, áreas pavimentadas e de vegetação, e equipamentos exteriores. Referem as cotas e níveis gerais e parciais de todos os elementos indicados, com a respectiva designação. Conforme o caso, são complementados pelas plantas e cortes parciais, elevações e detalhes necessários à execução do projeto. 
C. Plantas de espécies vegetais (com localização e especificação). 
D. Projetos de irrigação, drenagem e iluminação. Obedecem os critérios estabelecidos para os projetos de Instalações Especiais (v. item 4.4.6 acima). 
4.4.7 Arquitetura interior. 
A. Memorial e especificações. 
B. Plantas de pisos e tetos, cortes gerais e elevações. Indicam para cada compartimento, os revestimentos de pisos, paredes, tetos e divisórias, localizando todos os equipamentos fixos e os pontos de instalações hidráulicas, elétricas e telefônicas, de ar condicionado e especiais (esta localização será feita de forma integrada com os projetos específicos). Referem as cotas e níveis gerais e parciais de todos os compartimentos. 
C. Detalhes. Desenvolvem as informações contidas nos elementos acima relacionados, complementando as informações necessárias à execução do projeto. Representam e dimensionam em plantas, cortes e elevações os aspectos de funcionamento, materiais e acabamentos dos itens detalhados. 
4.4.8 Especificações.
Compreendem a especificação de todos os materiais de construção, acabamentos e instalações, e as normas para execução de todos os serviços envolvidos na construção. 
4.4.10. Orçamento.
 Discriminação orçamentária e composições analíticas de unitários, de acordo com as normas vigentes. 
DENOMINAÇÕES TÉCNICAS:
Planta Baixa: desenho onde são indicadas as dimensões horizontais. Este desenho é o resultado da interseção de um plano horizontal com o volume arquitetônico. Consideramos para efeito de desenho, que este plano encontra‐se entre 1,20 a 1,50m de altura do piso do pavimento que está sendo desenhado, e o sentido de observação é sempre em direção ao piso (de cima para baixo). Então, tudo que é cortado por este plano deve ser desenhado com linhas fortes (grossas e escuras) e o que está abaixo deve ser desenhado em vista, com linhas médias (finas e escuras). Sempre considerando a diferença de níveis existentes, o que provoca uma diferenciação entre as linhas médias que representam os desníveis. 
Cortes: são os desenhos em que são indicadas as dimensões verticais. Neles encontramos o resultado da interseção do plano vertical com o volume. A posição do plano de corte depende do interesse de visualização. Recomenda‐se sempre passá‐lo pelas áreas molhadas (banheiro e cozinha), pelas escadas e poço dos elevadores. Podem sofrer desvios, sempre dentro do mesmo compartimento, para possibilitar a apresentação de informações mais pertinentes. Podem ser transversais (plano de corte na menor dimensão da edificação) ou longitudinais (na maior dimensão). O sentido de observação depende do interesse de visualização. Os cortes devem sempre estar indicados nas plantas para possibilitar sua visualização e interpretação. 

Elevações ou Fachadas: são desenhos das projeções verticais e horizontais das arestas visíveis do volume projetado, sobre um plano vertical, localizado fora do elemento arquitetônico. Nelas aparecem os vãos de janelas, portas, elementos de fachada, telhados assim como todos os outros visíveis de fora da edificação.
Planta de Cobertura: representação gráfica da vista ortográfica principal superior de uma edificação, ou vista aérea de seu telhado, acrescida de informações do sistema de escoamento pluvial. 

Planta de Localização: representação da vista ortográfica superior esquemática, abrangendo o terreno e o seu interior, com a finalidade de identificar o formato, as dimensões e a localização da construção dentro do terreno para o qual está projetada. 
Planta de Situação: vista ortográfica superior esquemática com abrangência de toda a zona que envolve o terreno onde será edificada a construção projetada, com a finalidade de identificar o formato, as dimensões do lote e a amarração deste no quarteirão em que se localiza. 
Outros: as perspectivas e as maquetes são também de extrema importância para a visualização e compreensão de um projeto arquitetônico. Nelas temos a visualização da terceira dimensão, o que não ocorre nas plantas, cortes e fachadas já que são desenhos em 2D. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

CASA PASSIVA_PASSIVHAUS

Passivhaus
Passive House ou Casa Passiva é um conceito construtivo que define um padrão que é eficiente,  energético,confortável,economicamente acessível e sustentável.
O conceito de "Passive House" foi desenvolvido na Alemanha nos anos 80  (Passivhaus) e é uma evolução das casas de baixo consumo energético. Devido à excelente qualidade térmica dos materiais de confinamento do edifício (paredes, janelas e portas), à utilização das fontes de calor internas (provenientes dos dispositivos eléctricos que normalmente se utilizam nos lares) e à minimização das perdas de ventilação com um sistema controlado com recuperação de calor, a habitação passiva não necessita dos mecanismos de refrigeração e de aquecimento convencionais. 
As necessidades de aquecimento são inferiores a 15 kWh/m2 por ano, o que pressupõe uma redução de mais de 90% em média. A Passive House é o mais elevado padrão de eficiência energética a nível mundial: a economia energética atingem os 75% em comparação com os edifícios convencionais e de acordo com a regulamentação atual.

Confortável

Uma Passive House tem temperatura uniforme, sem grandes variações (temperatura mínima 20ºC e temperatura máxima 25ºC) e uma boa qualidade do ar interior (humidade relativa, CO2), contribuindo para o bem estar e saúde dos seus ocupantes.

Acessível

Numa Passive House o acréscimo do custo de construção não ultrapassa, em média, os 5% em relação a uma construção convencional, sendo possível construir a preços correntes. Os custos de operação de uma Passive House são substancialmente mais baixos que um edifício convencional devido às reduzidas necessidades energéticas e de manutenção.

Sustentável

Numa Passive House há uma redução drástica das emissões de CO2, devido à eficiência energética. O conceito Passive House contribui para a protecção climática pela menor dependência de combustíveis fosseis. As baixas necessidades energéticas de uma Passive House podem ser facilmente supridas por fontes renováveis de energia.


Existem cerca de 40.000 edifícios Passive House em todo o mundo. Os edifícios Passive House certificados são 5.500.
O padrão Passivhaus não é um selo ecológico e parte de simples fundamentos: construir um projeto com excelente performance térmica, baseado principalmente no controle da estanqueidade da construção. Em 1996, o Instituto Passivhaus foi fundado na Alemanha para promover e controlar os padrões nas construções que seguem os fundamentos dessa ideia.
Casa Passiva Arboretum Lleida, Espanha
Fonte: http://www.au.pini.com.br/au/solucoes7

Esta casa passiva, na Espanha, foi executada com o mínimo de material e foi capaz de reduzir em cinco vezes o consumo normal de energia graças ao estudo da localização da caixa e de suas aberturas para maximizar o aproveitamento da radiação solar. O material isolante: lã de ovelha, adquirida dos pastores locais.

Fonte: AU PINI

O acabamento da fachada externa é feito por uma placa de fibras de madeira compacta, de 22 mm, que isola e contribui para minimizar a ponte térmica do conjunto estrutural - este, ao estar ventilado, permite a evacuação da umidade para o exterior, evitando qualquer risco de condensação intersticial de umidade dentro do muro e contribuindo para melhorar o funcionamento do conjunto durante o verão.

Fonte: AU PINI
As dimensões e uniões entre todas as peças foram estudadas especificamente e em detalhe para garantir que os painéis - facilmente transportáveis - ficassem perfeitamente unidos na obra sem dificuldade, possibilitando uma construção precisa, rápida e seca. "A montagem é, de certa forma, comparável à de um grande quebra-cabeças. O sistema construtivo, o planejamento e a definição da obra permitiram que desde a limpeza do solo até a instalação dos moradores se passassem apenas em cinco meses".


As peças pré-fabricadas que chegam à obra são unidas com métodos mecânicos, e com parafusos específicos para fixar madeira e metal. No local das uniões, são instaladas juntas elásticas e fitas que garantem a estanqueidade do ar nos encontros entre os diferentes painéis.
Esse sistema construtivo é totalmente reversível: uma vez que os elementos secos estejam unidos mecanicamente, a residência pode ser desmontada sem que os elementos sofram alterações. As peças também podem ser reutilizadas na íntegra, em conjunto com os elementos estruturais ou separadamente em novas construções.

                                                       Fonte: AU PINI

A casa Arboretum cumpre  as exigências de eficiência energética do padrão Passivhaus, com um consumo de 10 kWh/m2. Em uma zona de invernos frios e verões muito secos e quentes, o interior da residência se mantém constante em uma temperatura média de 20ºC.

Fonte: AU PINI

A obtenção máxima da energia solar, de forma natural, é permitida pela instalação de grandes janelas com vidro duplo na fachada sul, e na duplicação de uma fachada nesta mesma orientação, com a criação de um pátio interior que permite uma distribuição melhor e mais equilibrada da radiação solar pelo interior da casa - complementados com painéis solares que incrementam a captação e o armazenamento de energia, e somados a uma chapa miniondulada, instalada na cobertura e em parte da fachada norte, ajudando a reduzir a radiação no verão.

1- COBERTURA CHAPA BRANCA LACADA, DUPLO SARRAFO DE VENTILAÇÃO,
PAINEL TRANSPIRAVEL, ISOLAMENTO DE LÃ DE OVELHA (26CM),ESTRUTURA DE MADEIRA,
PAINEL OSB APARENTE
2- FACHADA CHAPA LACA ONDULADA OU MADEIRA, DUPLO SARRAFO DE VENTILAÇÃO,
PAINEL TRANSPIRAVEL ISOLAMENTO DE LÃ DE OVELHA (26CM),ESTRUT DE MADEIRA,
PAINEL OSB APARENTE
3- LAJE INTERIOR:LINOLEUM, CHAPA DE CONCRETO, PISO RADIANTE, OSB APARENTE, EST DE MADEIRA MACIÇA.

Fonte AU PINI

Em uma zona de invernos frios e verões secos e quentes, o interior da residência se mantém constante em 20o C. O arquiteto estudou a captação máxima da energia solar direta do inverno, unida a um sistema de ventilação com 70% de recuperação de calor e um invólucro bem isolado


Fonte AU PINI


Fonte AU PINI
A casa foi construída com elementos pré-fabricados,  nas uniões feitas em obra, juntas elásticas e fitas garantem a estanqueidade do ar no encontro dos painéis. Grandes janelas de vidro duplo na fachada sul e um pátio interior permitem uma distribuição equilibrada da radiação solar pela casa.
O projeto adotou elementos autoportantes pré-fabricados de uma madeira tipo pinus, uma espécie de pinheiro centro-europeu de alta resistência, com tábuas verticais instaladas sobre ripas duplas, formando uma câmara ventilada.
A parede tem espessuras que vão de 18 cm a 28 cm, e é recheada de lã de ovelha que, como na Caixa Habitável, serve como abrigo isolante - desta vez, a lã foi tratada industrialmente para aumentar a durabilidade, em um processo cujo nível de emissão de CO2 é dez vezes inferior ao da elaboração do poliestireno.
Um tabuleiro exterior fecha o sanduíche estrutural.


Fonte AU PINI
O ponto-chave a que se propõe esta atitude arquitetônica é a evolução na qual se unem o artesanal e o industrial. Estuda-se particularmente como captar ao máximo a energia solar direta no inverno a partir dos condicionantes de lugar e da normativa urbanística, juntamente com um sistema de ventilação com recuperador de calor de rendimento de 70% e o invólucro bem isolado.
Tudo isso permite que o consumo do edifício, anualmente, esteja em aproximadamente 10 kWh/m2, abaixo dos 15 exigido pelo estrito padrão passivo europeu. Disso, resulta um custo inferior a 200 euros anuais de calefação e a eficiência energética do conjunto fica plenamente justificada.
AU PINI (2015) afirma que arquitetura de Josep Bunyesc é uma tarefa de estudo consciente, como a investigação das condições que definem a localização concreta do projeto, a pesquisa dos recursos disponíveis para que sejam otimizados e permitir a construção de um edifício de qualidade ao custo mais baixo possível e capaz de gerar maior autossuficiência energética.
Uma compreensão que assume os conceitos de "sustentabilidade" ou "baixo impacto ecológico" que vão além do superficial e efêmero rótulo tido como última tendência de moda. Rótulo que emergiu como aparente resposta à responsabilidade ética da atividade arquitetônica, mas questionado neste período de crise econômica europeia por seus recentes excessos.
"Somos a primeira geração que trata de combater as mudanças climáticas; que enfrenta a cultura do consumo passivo; que toma consciência de sua responsabilidade em relação ao futuro e que planeja a geração desse futuro a partir de energias renováveis.“
Bill Dunster, Craig Simmons e Bobby Gilbert, em The ZEDBook


COMPROMETER-SE COM A SUSTENTABILIDADE

quarta-feira, 5 de abril de 2017

TAPETES: tipos e usos em Design Interiores

TAPETES
Quais as funções?
   Nos ambientes a figura do tapete possui tantas funções, que muitas vezes dita as regras e o estilo compositivo, o tapete complementa um espaço, o torna aconchegante, é peça chave na decoração, mas atenção ao dimensionamento, ás cores e texturas que podem valorizar ou acabar desvalorizando um ambiente. Podemos resumir as funções dos tapetes em:

• DELIMITA, DIVIDE AMBIENTES
• ORIENTA A CIRCULAÇÃO
• FATOR ESTÉTICO
• CONFORTO TÉRMICO
• ORGANIZA A DECORAÇÃO
• EM CADA AMBIENTE PODE SUGERIR UM EFEITO:

SALA= DESTAQUE,
DORMITÓRIO= AQUECER, HOME THEATER= ACÚSTICA,
SEPARAR ESTAR JANTAR,

OS TAPETES NÃO PRECISAM SER IGUAIS NO MESMO AMBIENTE.
Que luxo! Curiosidade: esta foto é de um  tapete persa do século XVII, que pertencia à Galeria de Arte Corcoran, foi vendido por US$33,7 milhões em um leilão. 
Posições e dimensionamento dos tapetes:

   Para não errar é importante utilizarmos algumas referencias, como o sofá por exemplo, seguindo a largura do sofá é possível tornar a composição agradável. Como regra deixe 10cm a mais da largura do sofá.

   Não cobrir 100% do piso também é uma das regras, laterais  em que fica aparecendo o piso trás mais leveza, dando a impressão que o piso quer "respirar". 


Nesta sala o tapete delimita a área dos sofás, os sofás são dispostos pelo dimensionamento do tapete, formando uma área de estar em torno da mesa de centro redonda

  TIPOS DE MATERIAIS E TEXTURAS


• FELPUDOS, UMA PEÇA ÚNICA E GRANDE, DE COR ÚNICA, DARÁ A SENSAÇÃO DE AMPLITUDE AO AMBIENTE
CIRCULAR  E FELPUDO: DETERMINANDO A COMPOSIÇÃO 


Tapete felpudo o favorito para os dormitórios


Tapete circular, delimita o ambiente


Circular em diferente composição, em três trechos


LISTRADOS: PODE-SE APROVEITAR A PERSPECTIVA QUE AS LINHAS CRIAM NO AMBIENTE, NÃO DEMONSTRAM MARCAS DE MOVEIS.


Compor tons do tapete listrado com a mobília e acessórios tornam a composição leve e atual.


Atenção: COM TRAMA TIPO BOUCLE , APARENTAM MAIS A DEFORMAÇÃO DEIXADA PELOS MÓVEIS


   •GEOMÉTRICOS: ATENÇÃO A HARMONIA ENTRE SUAS CORES E O MOBILIÁRIO, UTILIZE TONS RETOS E NEUTROS



TEXTURAS: RELEVOS : CRITÉRIOS NA COMPOSIÇÃO, EVITAR CORES MUITO FORTES
   •FIBRAS: ÓTIMA OPÇÃO, COMPOSIÇÃO RUSTICA OU CONTEMPORÂNEA
    IMPORTANTE!
   Mobilidade também é essencial ao pensar nos tapetes, pisos escorregadios tornam-se armadilhas com tapetes mais lisos ainda.
   •CUIDADOS E ATENÇÃO!  EM CASAS QUE RESIDAM IDOSOS: POIS EM LOCAIS DE PASSAGENS, PEQUENOS TAPETES MAIS PROPENSÃO A ESCORREGADAS, E OS TRABALHADOS PODE-SE ENROSCAR O PÉ.
   •CRIANÇAS:  EVITE TAPETES PEQUENOS
 •CUIDADO COM VASOS PRÓXIMOS AOS TAPETES (PROVOCAM MANCHAS)
 •USAR PRODUTOS ANTIDERRAPANTES EMBAIXO DO TAPETE (TIRAS DE BORRACHA NO MEIO E BORDAS)
   •TAPETE DEVE SER ASPIRADO NO SENTIDO DA TRAMA

  TAPETES TRADICIONAIS
    •TRADICIONAIS: OS TAPETES COM ARABESCOS REMETEM AOS TAPETES TRADICIONAIS PERSAS OU TURCOS, MAS FORMAM ÓTIMAS COMBINAÇÕES AO LADO DE PEÇAS CONTEMPORÂNEAS.
   •EVITAR PEÇAS DE VISUAL FORTE COM MOVEIS DE ÉPOCA, EXCESSO DE INFORMAÇÃO AO AMBIENTE 

OS ESTILOS DOS TAPETES:
TRADIÇÃO DO ORIENTE

Persa: modelos confeccionados no Irã, antiga Pérsia, que registram sua marca por meio de desenhos geométricos, medalhões e florais. As cores mais usadas são vermelho, amarelo e azul. É comum a presença de algodão e lã no corpo do tapete e seda no contorno dos desenhos.
Indiano: os tapetes não possuem tanta nitidez nos desenhos, mas abusam de florais nas estampas. Para os materiais, eles recorrem a uma mistura de viscose (substituto popular da seda) e lã. Apresentam bastante resistência.
Turco: de cores primárias vivas e fortes, os modelos fabricados na Turquia são repletos de figuras geométricas, animais e imagens de jardins. Os exemplares mais antigos recorrem à lã como material básico.
Europeu: um típico exemplo é o modelo Aubusson, criado no século 18 na França, que prioriza desenhos de arranjos florais. A estética é baseada em tonalidades neutras
Asiático: os modelos chineses buscam no movimento e na maciez seu trunfo de venda. Por isso, capricham no uso de fios altos (com mais de 10 centímetros) e buscam escolher as cores da moda.
Materiais naturais
•Mesmo com a tradição de materiais como lã, algodão e seda na confecção de tapetes, hoje é possível encontrar alternativas no mercado. Modelos de nylon, juta, bambu, sisal e linho oferecem boas opções e já mostram sua força. 
 Tapete Persa
   O tapete persa é uma parte essencial da arte e cultura persas. A tecelagem de tapetes é indubitavelmente uma das manifestações mais características da cultura e arte persas e remonta à antiga Pérsia.
   O luxo, a que se associam os tapetes persas, forma um surpreendente contraste com sua modesta origem entre as tribos nômades da Pérsia. O tapete era um bem necessário para proteger-se do inverno rigoroso. Posteriormente, converteu-se em um meio de expressão artística pela liberdade que possibilita principalmente a escolha de cores vivas e dos motivos empregados. Os segredos da tecelagem têm passado de geração em geração. Os artesãos utilizavam os insetos, as plantas, as raízes, as cascas e outros ingredientes como fonte de inspiração.A partir do século XVI, a tecelagem de tapetes se desenvolveu até converter-se em arte.

   Tapete iraniano: Nim farsh
•Irã, 100% artesanal, lâ tingida com pigmentos naturais e os desenhos em alto relevo com a técnica do kilim sobre base neutra
Tapete indiano o marroquino: Hambel

 Marrocos, confeccionado a mão, pura lã, desenhos intensamente coloridos, tecnica da base de tecelagem do kilim


Tapete paquistanês: Zieggler


Aproveitem as dicas e façam ótimas produções nos ambientes!!


Refrencias Bibliográficas:
Tapetes Morales
Antigo Persa


ROTEIRO PROJETO ARQUITETONICO

E  TRECHO  DA MINHA APOSTILA:   Projeto Arquitetônico     (Prof. Arq. Marcilene R. S. Iervolino)  A palavra PROJETO, que signific...